Cada história começa muito antes do clique.
Letícia e Arthur não precisavam de um cenário que falasse mais alto do que eles. Escolheram um estúdio com luz de janela, um sofá, poucos objetos e espaço suficiente para simplesmente estarem perto.
O ensaio começou nos gestos pequenos: as mãos que se procuram, os olhares demorados e as risadas que aparecem quando os dois esquecem por alguns instantes que existe uma câmera por perto. Nada precisava ser grandioso. A força estava justamente naquilo que parecia cotidiano.
A presença do cachorro trouxe ainda mais verdade para essa atmosfera. Entre os dois, ele não entrou como elemento de cena, mas como parte da vida que Letícia e Arthur já compartilham.
Quando o fundo ficou mais limpo, sobraram o movimento, a proximidade e a forma natural como eles se acolhem. Depois, na área externa, a história ganhou ar e passos mais soltos, sem perder a intimidade construída dentro do estúdio.
O resultado é um ensaio reservado sem ser distante: leve, próximo e cheio daquela cumplicidade que não precisa ser explicada para ser percebida.






























