Eduardo levou o chapéu ao rosto. Marina sorriu.
É curioso como um dia tão grande pode caber, por um instante, em dois gestos.
Dona Rosana e Seu Duardo sabem fazer rir. E havia muito riso naquele casamento. Às vezes, vinha junto com as lágrimas, sem dar tempo de escolher o que sentir primeiro.
A música, que um dia aproximou os dois, ganhou espaço para continuar essa história. Quase doze horas de festa. O chapéu que antes ajudava a esconder a emoção agora estava no meio da dança.
Gosto de acompanhar essa passagem. A mão que enxuga o rosto e, pouco depois, se levanta para brindar. O carinho que continua aparecendo quando a festa já virou uma boa bagunça.
No Haras Bella Vista, em São Pedro, foi assim com Marina e Eduardo.
Há casamentos que a gente termina de fotografar, mas continua levando pra casa. No cansaço do corpo, numa lembrança que faz sorrir sozinho, na vontade de olhar as fotos mais uma vez.
















































































































































































































